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Maioria dos alunos fumantes iniciou o vício antes dos 14

Cláudia Collucci

Pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Cardiologia em parceria com o governo entrevistou 2.829 adolescentes

75% dos estudantes que fumam têm pais ou irmãos tabagistas; entre os jovens não-fumantes, o percentual cai para menos da metade

Mais de 60% dos estudantes que fumam em São Paulo iniciaram o vício antes dos 14 anos- 19% entre dez e 12 anos-, revela uma pesquisa feita pela SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), em parceria com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

O estudo, que detectou que 9% dos alunos das escolas públicas paulistanas são fumantes, entrevistou 2.829 jovens de quinta a oitava séries do ensino fundamental e do primeiro ao terceiro ano do ensino médio da rede pública de São Paulo.

Segundo Rui Ramos, diretor de promoção à saúde cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia, os dados mostram a necessidade de ações mais atuantes nas escolas para mostrar aos adolescentes as doenças que o tabagismo pode causar ao longo da vida, como câncer, problemas cardiovasculares e impotência.

"Nossa bandeira é colocar a prevenção de doenças cardiovasculares nas escolas. Já ensinam sobre as doenças infecto-contagiosas, colocar camisinha. Mas as doenças
cardiovasculares matam até duas vezes mais que as infecciosas", diz ele.

A Secretaria de Estado da Educação informa que inclui o combate ao tabagismo no programa Prevenção Também se Ensina, que traz ações contra DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e gravidez na adolescência. Em maio, a secretaria organizou a campanha Juventude Livre do Cigarro, para tentar conscientizar os alunos sobre os males do tabaco.

Má influência

Outro dado que surpreendeu os pesquisadores foi que cerca de 75% dos jovens fumantes tinham pais ou irmãos tabagistas. Entre os jovens não-fumantes, o percentual cai para menos da metade:

30%. "É provável que o fumo em casa influencie os jovens", diz Ramos.

A pesquisa também avaliou que tipos de cigarro o estudante já fumou: 12% responderam ter fumado maconha, 32%, cigarro, 26%, narguilé, 11%, charuto, 8%, cachimbo, 7%, cigarro de palha e 5%, cigarrilha. "Isso demonstra que o tabagismo pode ser a porta de entrada para outros vícios e que eles passeiam em todos os universos da nicotina", diz o médico.

A SBC colocou em seu portal (http://prevencao.cardiol.br/testes) um cálculo onde o fumante consegue ver o quanto ele já gastou ou gastará com o ato de fumar. Em segundos, respondendo a cinco perguntas, o portal contabiliza o quanto é gasto por mês, em um ano e o quanto o fumante desperdiçou ou desperdiçará com o cigarro ao longo da vida.

Fonte : Folha de São Paulo - 08/09/2008

 

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