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Artigos

Prejuízos sem fim

O Estado do Paraná & Paula Johns – REDEH / Rede Tabaco Zero

As campanhas antitabagistas não se cansam em apontar os diversos males que o cigarro acarreta à saúde do fumante, com altos índices de morte por doenças cardiovasculares, respiratórias e câncer. A vida de uma pessoa que fuma, em média, 15 cigarros por dia é reduzida em cerca de 5 anos. No entanto, a gravidade das doenças que o vício causa se estende a outros órgãos do corpo, entre eles, pele, dentes, ossos e olhos.

“O cigarro faz mal tanto para quem fuma, quanto para quem permanece no ambiente enfumaçado”, diz a oftalmologista Priscila Bordon. Segundo a especialista, o tabagismo provoca alterações no funcionamento do cristalino e da retina, causando sérios danos à visão. Entre os mais graves estão a degeneração macular, catarata e glaucoma.

Como era de se esperar, o fumo é importante fator de risco para doenças na cavidade bucal. De acordo com o ortodontista Ivan Valle, quanto mais cigarros consumidos, maior é o nível de perda de inserção periodontal. “Ou seja, as chances de implantes fracassarem por conta de baixa densidade óssea são muito maiores”, frisa. Além disso, conforme pesquisas realizadas no país, quem começa a fumar na adolescência, chega à fase adulta com três vezes mais chances de desenvolver doenças na gengiva. “Isso sem falar no hálito desagradável”, lembra o especialista.

Envelhecimento precoce

Outra má notícia para quem fuma vem de uma pesquisa realizada no centro de saúde da Universidade de Connecticut (EUA), que comprova a relação entre fumo e osteoporose. Pesquisadores que analisaram os níveis de hormônios sexuais femininos identificaram dois marcadores que sofreram importantes alterações nas mulheres que pararam de fumar. A reumatologista Maria Cecília Anauate atesta que os malefícios que o cigarro provoca à saúde das pessoas são devastadores. “Mesmo antes de tal comprovação científica, sabia-se que o fumo é altamente prejudicial ao organismo da mulher, favorecendo o desenvolvimento da osteoporose”, comenta a médica, lembrando que, apesar de não ser fator preponderante, o fumo, bem como o álcool e o café, aumentam o risco de enfraquecimento dos ossos.

O fumo também contribui para o envelhecimento precoce. Por isso, pessoas que estão planejando passar por cirurgias plásticas ou por outros procedimentos invasivos não podem ignorar os riscos que o cigarro oferece. “Pacientes fumantes têm doze vezes mais chances de apresentar complicações em procedimentos cirúrgicos do que os não fumantes”, alerta Marcos Grillo, PhD em cirurgia plástica.

Segundo o especialista, o monóxido de carbono produzido pelo cigarro reduz a oxigenação da corrente sangüínea, retardando o processo de recuperação no pós-operatório. “Além de comprometer o sistema respiratório, o cigarro pode deixar o paciente mais suscetível a infecções, desencadear problemas na cicatrização, favorecer a necrose (apodrecimento) da extremidade da pele descolada durante a cirurgia, ou ainda provocar outras intercorrências, entre elas tromboses e embolias”, completa Grillo. Por tudo isso, não é difícil reconhecer que o fumo é um dos mais graves problemas de saúde pública no Brasil.

Números que assustam

O fumo é responsável por:
* 30% das mortes por câncer em geral.
* 90% das mortes por câncer no pulmão.
* 97% do câncer da laringe.
* 25% das mortes por doenças cardíacas.
* 85% das mortes por bronquite e enfisema pulmonar.
* 25% das mortes por derrame.

 

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